sobre

Esta página reune duas pesquisas desenvolvidas na Universidade de Sevilla – Espanha: 
1. Pós doutorado intitulado “Urbanismo Neoliberal, Produção do Comum e Novo Municipalismo Espanhol” realizada pela professora Natacha Rena (da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais) com a colaboração de Pedro Rena, Maria Soalheiro, (pesquisadores voluntários deste trabalho) e os graduandos da UFMG Daniela Faria, Josiane Alves, Artur Lisboa, David Narvaez, Mariana Bubantz; 
2. Doutorado sanduíche intitulado “Neoliberalismo, afetos e redes: uma cartografia da experiência espanhola” realizado pelo pesquisador Giuliano Djahjah Bonorandi, doutorando na ECO – UFRJ.

 

1. Resumen del Trabajo, Prácticas Postdoctorales en el exterior: “Rastreando el Urbanismo Neoliberal y Cartografiando la Producción Tecnopolítica del Común Urbano en España”
Supervisor: Prof. Dr. José Pérez de Lama
Institución: Universidad de Sevilla Escuela Técnica Superior de Arquitectura
Pós-doutoranda: Natacha Rena

“Este plan de trabajo para prácticas postdoctorales en el exterior pretende realizar una investigación sobre la producción contemporánea del espacio urbano en España abarcando tres Ejes de investigación: Eje 01, Rastreando el Urbanismo Neoliberal; Eje 02, Cartografiando la Producción Tecnopolítica del Común Urbano; Eje 03, Producción de un Prototipo Tecnopolítico de Urbanismo Táctico.

En el Eje 01, hay una hipótesis a comprobarse: la arquitectura y el urbanismo neoliberales han sido dispositivos importantes para el avance del neoliberalismo en España a través de la construcción de grandes obras de infraestructura, de proyectos de colaboraciones público-privadas, de la instalación de equipos culturales como estrategia para el inicio de los procesos de gentrificación de áreas estratégicas para el avance del mercado inmobiliario y, también, a través del incentivo radical a la adquisición de la vivienda propia, provocando un vasto y profundo escenario de endeudamiento tanto del Estado como de los ciudadanos. Para tanto, utilizaremos una enorme recogida de datos que serán sintetizados en diagramas, tablas e infográficos. Las informaciones recogidas también a través de entrevistas y textos científicos (basados en datos económicos y sociales de institutos oficiales españoles) auxiliarán en la demostración de que ese recorrido del avance del Estado-capital sobre el territorio tuvo inicio en los años 1980, con su ápice en los años 1990, adoptando una lógica de expansión de la urbanización en la que construir grandes obras de infraestructura y ampliar las zonas metropolitanas por medio de proyectos de colaboración público-privada eran fundamentales para el capitalismo rentista involucrando bancos y contratistas. Para Brasil, es importante demostrar, tomando a España como ejemplo, como la conexión de grandes proyectos urbanísticos y arquitectónicos se relacionan directamente con el endeudamiento de un país, tanto del Estado como de los ciudadanos, que son llevados biopolíticamente a participar de ese sistema neoliberal de producción del espacio.
Ese eje de investigación incluirá una revisión bibliográfica abarcando el surgimiento del neoliberalismo (de manera general) al final de los años 1970 e inicio de los 1980. Se cree que ese proceso de neoliberalización del urbanismo forma parte de una lógica global de expansión capitalista que en los últimos años ha llegado a Brasil y todavía está en su etapa inicial. Lo que justifica fuertemente este trabajo es la importancia de realizar una investigación que demuestre cómo esos procesos de urbanización neoliberal han sido destructivos para la economía de España, para el bienestar social del ciudadano y que no debe repetirse en Brasil, a pesar de ya haber sido iniciado.
En el Eje 02, Cartografiando la Producción Tecnopolítica del Común Urbano, se tiene por objetivo la realización de una cartografía de la producción tecnopolítica del común urbano constituida de procesos multitudinarios por todo España y que ha tenido parte de su origen en la ciudad de Sevilla (en la que se pretende vivir y realizar este trabajo) a través de acciones que implican al arquitecto y urbanista Santiago Cirugeda y su colectivo Recetas Urbanas. Por lo tanto, se pretende, dentro de ese eje de investigación, realizar una cartografía que contenga una gran red de inteligencias colectivas de producción de espacios que abarque procesos de producción del común urbano. Esa cartografía abarcará colectivos de arquitectura y urbanismo tácticos que utilicen dispositivos diversos: tanto de artesanías constructivas como de tecnopolíticas digitales para constitución de espacios urbanos de uso colectivo basados en la lógica del urbanismo p2p (entre pares). Se observa que ya existe una multiplicidad de grupos ciudadanos que están constituyendo un nuevo modo de hacer ciudad a través de procesos colaborativos, horizontales, autónomos y autogestionarios, ocupando espacios públicos (del Estado) y haciéndolos espacios de producción del común en todo España. Esa cartografía de colectivos de arquitectura y urbanismo se daría a través de entrevistas sistematizadas, rondas de conversación, recogida de datos sobre los grupos, mapeo georeferenciado de sus acciones en todo Iberoamérica.
En el Eje 03, Producción de un Prototipo Tecnopolítico de Urbanismo Táctico, se pretende desarrollar la construcción de un prototipo tecnopolítico de urbanismo táctico de hardware y software para instalación en escuelas de arquitectura y urbanismo que puedan concentrar informaciones tanto sobre procesos destituyentes del urbanismo neoliberal como sobre procesos constituyentes relacionados con urbanismo táctico. Este trabajo se realizará en FabLab Sevilla, lugar en el que la investigación será totalmente realizada.” 

 

2. Resumo do trabalho: “Neoliberalismo, afetos e redes: uma cartografia da experiência espanhola” desenvolvido por Giuliano Djahjah Bonorandi, doutorando na ECO – UFRJ.

“Esta pesquisa tem como objetivo cartografar as recentes experiências políticas espanholas a partir do acontecimento 15M e suas subsequentes iniciativas. Em primeiro lugar, buscamos compreender o neoliberalismo como fenômeno global de expansão da subejtividade-empresa e da lógica concorrencial para observar as especificidades do deste processo no território espanhol e como seus efeitos, notadamente a crise imobiliária de 2008, foram catalisadores de processos constituintes de novos movimentos sociais e apostas políticas. Em seguida, abordamos os afetos como motores de propostas de atuação política a partir de 3 eixos: a aposta pós-hegemônica influenciada pelo pensamento de Ernesto Laclau que se materializou no partido Podemos e que tem a transversalidade discursiva e a ocupação de significantes vazios como linhas de ação ; a aposta tecnopolítica que pleiteia o desbordamiento afetivo como método de criação de acontecimentos e produção de novas sensibilidades com enfâse no uso de Novas Tecnologias de Comunicação e Informação; e a aposta territorial-afetiva cuja principal expressão é Plataforma de Afetados por La Hipoteca (PAH) que pleiteia uma feminilização da política a partir do encontro presencial e da ajuda mútua. Tais apostas engendram diálogos e conflitos que também se manifestam nas formas de organização. Por isso, abordamos as redes e suas topologias organizativas para compreender como tais apostas se traduzem em criação de métodos e ferramentas de participação política.”

 


 

Esta página é sobre o PósDoc – Urbanismo Neoliberal, Produção do Comum e Novo Municipalismo Espanhol que é mais uma frente de ação do grupo de pesquisa Indisciplinar.

O Indisciplinar é um grupo de pesquisa vinculado ao CNPQ, sediado na Escola de Arquitetura da UFMG, que tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço. Considerada a importância da produção biopolítica nas metrópoles e os processos de globalização, toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades e diferença.

Tendo a dimensão do comum como ideia norteadora das ações do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações múltiplas, as atividades do Indisciplinar compreende, imbricando-as indissociadamente teoria e prática, processos de articulação cotidiana com diversos atores que constituem a produção do espaço nas metrópoles como: Movimentos Sociais, Ambientais e Culturais; Grupos de Pesquisa e Extensão; Ministério Público; Defensoria Pública; Poderes Legislativo e Executivo, Grupos de Pesquisa, dentre outros. As frentes de ação do grupo se envolvem tanto em processos destituintes contra o urbanismo neoliberal em suas muitas dimensões expropriadoras do comum, quanto em processos constituintes de novos espaços engendrados pela coletividade, autonomia cidadã e defesa do comum urbano (material e imaterial), em uma abordagem transversal e indisciplinar.

Diversas pesquisas estão associadas ao grupo, sejam elas de monografia, mestrado e doutorado, sejam elas aprovadas pelo PRPq – UFMG ou pelas Agências de fomento à pesquisa (Capes e CNPq) e Ministérios (Minc).
O grupo é formado por mais de 40 professores, pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação, ativistas de movimentos sociais, culturais e ambientais, oriundos de diversos campos do conhecimento. O Indisciplinar também faz parte da rede internacional “Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais” junto a diversos atores, coletivos e grupos de investigação nacionais e internacionais e da “Rede Cidades” da UFMG.

Associado ao Grupo de Pesquisa Indisciplinar há também um Programa de Extensão denominado IndLab _ Laboratório Nômade do Comum que possui atualmente 3 projetos: Artesanias do Comum, Cartografias Emergentes e Compartilhamento e Distribuição do Comum.

Os modos de fazer envolvendo tecnopolíticas e tecnologia social são fundamentais para legitimar as ações que fazem fronteira com o ativismo urbano em defesa dos bens comuns, são eles: desenvolvimento de pesquisas teóricas e conceituais; participação em reuniões e atos junto aos movimentos sociais, culturais e ambientais; participação em atividades políticas como audiências públicas e reuniões de conselhos municipais e estaduais; organização tecnopolítica dos movimentos parceiros realizando colaborativamente e em rede fanpages, blogs, cartilhas, memes, flyers, documentários, infográficos, revistas, livros jornais; produção e participação em eventos artísticos, políticos e culturais como o VAC, Cidade Eletronika, dentre outros; representações em Ministério Público; representação em Conselho Municipal; produção de cartografias e mapas colaborativos; formação de rede entre grupos de pesquisa e também entre movimentos sociais; aulões públicos; seminários, workshops e outros eventos acadêmicos abertos; pesquisas de graduação, pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado); artigos científicos em revistas indexadas e também edita uma revista Indexada denominada Indisciplinar.

Atualmente o grupo desenvolve parcerias com diversos grupos e instituições de pesquisa, dentre eles: o LabCidade da USP – SP, o Ettern – UFRJ – RJ, o Labic – UFES – Vitória, o MediaLab UFRJ – RJ, o CSIC _ Consejo Superior de Investigación Cientifica de Madrid e o FabLab Sevila – Universidad de Sevilla.

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